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Infertilidade
masculina e a Vitamina E
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A
vitamina E é dividida em 8 compostos sendo que o mais importante
é o alfa-tocoferol. Ela é lipossolúvel e chamada
também de antiesterilidade por sua principal função
estar relacionada à reprodução.
Sua absorção acontece no intestino delgado e necessita de
ácido biliar e lipoproteínas, ou seja, um transportador
para as gorduras e vitaminas lipossolúveis chamados de Quilo Mícron
(QM). A partir do QM atravessam o sistema linfático e cai na circulação
sangüínea onde, a partir deste momento, a vitamina E será
levada para seus tecidos de armazenamento: fígado, tecido adiposo
e músculo esquelético, principalmente nas glândulas
adrenal e pituitária, ovários, células vermelhas
e placenta. A sua excreção se dá pelas fezes assim
como todas as vitaminas lipossolúveis.
Suas principais funções são:
- é essencial à implantação e desenvolvimento
da placenta;
- ser antioxidante, ou seja, se liga aos radicais livres produzidos pela
peroxidação dos ácidos graxos poliinsturados ou saturados
e converte estes compostos em compostos inofensivos ao organismo, impedindo
o envelhecimento e aparecimento de tumores. Tudo isto tem o efeito de
diminuir o colesterol depositado nas artérias;
- também é antioxidante da vitamina A, e também tem
efeito sinergista na presença de outro antioxidante como a vitamina
C e o beta caroteno;
- previne necrose do fígado originada através dos alimentos;
- diminuem risco de doenças cardiovasculares, catarata, Alzheimer,
Parkinson e outras;
- anti-agregante plaquetário, isto é, inibe adesão
de coágulos nas paredes das artérias;
- reforça sistema imunológico;
- ajuda a prolongar a vida das células sanguíneas;
- potencializa ação do metal selênio, porém
diminui biodisponibilidade do ferro em crianças.
É um potente antioxidante, que protege as membranas celulares e
outros componentes liposolúveis como o LDL-Colesterol (mau colesterol).
A
maioria dos cardiologistas acredita que somente o LDL Colesterol oxidado
(agredido) aumente o risco de doença cardíaca.
As
pesquisas têm mostrado que a suplementação de Vitamina
E reduz o risco de doenças cardíacas.
Dois
estudos, por exemplo, publicados no New England Journal of Medicine mostram
que tanto homens como mulheres com uma suplementação ao
menos de 100 IU de Vitamina E por dia tiveram uma redução
entre 37% a 41% do risco de doença cardíaca, quando comparado
com um mesmo grupo que não tomava esta Vitamina.
Nos
casos de suplementação entre 400 e 800 IU de Vitamina E
por dia houve redução de 77% do risco de infarto do miocardio,
comparado com o grupo populacional que não tomava a mesma Vitamina.
O
nome de toda Vitamina E começa sempre com "d" ou "dl"
que corresponde a sua estrutura química. A forma "d"
é natural e mais ativa.
Protege
o organismo ajudando na redução da oxidação
nas membranas celulares, e em especial de tecidos da pele, olhos, fígado,
seios e testículos, que são as mais sensíveis à
oxidação.
Inibe
a oxidação também de certos hormônios, como
os produzidos na glândula adrenal.
Sem
Vitamina E, as membranas celulares, certos sítios enzimáticos
e ou DNA estarão mais desprotegidos da lesão oxidativa,
gerada pelos radicais livre.
Sua
ação é melhorada por outros antioxidante, como a
Vitamina C, beta caroteno, glutationa e o mineral selênio.
Altas
doses de Vitamina E devem ser evitadas por indivíduos hipertensos,
pois pode promover aumento de pressão arterial.
Sua
toxicidade é rara, pois é normalmente excretada pelas fezes
e urina.
Estrutura
química
1.-Estrutura

| ISOMEROS |
R1 |
R2 |
R3 |
| a-Tocoferol |
CH3 |
CH3 |
CH3 |
| b-Tocoferol |
CH3 |
H |
CH3 |
| g-Tocoferol |
H |
CH3 |
CH3 |
| d-Tocoferol
|
H |
H |
CH3 |
2.
- Comparação da atividade antioxidante dos diferentes
isômeros
|
Atividade Antioxidante
|
Atividade Biológica
(UI/mg) |
| dl-a-Tocopherol
acetate |
0 |
1.00 |
| d--a-Tocopherol
acetate |
0 |
1.36 |
| dl--aTocopherol |
100 |
1.10 |
| b-Tocopherol |
130 |
0.75 |
| g-Tocopherol |
200 |
0.25 |
| d-Tocopherol |
500 |
0.25 |
A
vitamina E foi descoberta em 1922 pelo Dr. Herbert Evans, Professor
de Bioquímica da Universidade da Califórnia e pela sua
colaboradora Doutora Katherine Scott Bishop. Eles descobriram em estudos
realizados com ratas, que estas necessitavam de vitamina E para os processos
normais de reprodução. Daí surgiu a denominação
de tocoferol , a partir das palavras gregas tocos: parto; phercin: levar
adiante e/ou: por natureza alcoólica das substâncias.
Em 1968, o FDA americano, aceitou a vitamina E como um nutriente essencial
para a saúde humana e que durante as décadas anteriores
foi reconhecida somente sua importância na nutrição
animal.
A vitamina E é um nome genérico para todos os tocoferóis
e derivados tocotrienóis. O tocoferol tem uma cadeia lateral
fitil e o tocotrienol tem três duplas ligações na
cadeia lateral. O a-, b-, g- e o d- tocoferol e os tocotrienóis
diferem no número e posição dos grupos metil. Nos
seres humanos, o a-tocoferol é o mais abundante seguido pelo
g-tocoferol sendo também o mais ativo.
A absorção é relativamente ineficiente, cerca de
20 a 80% poderá ser absorvida. Estocada no tecido adiposo e fígado,
acumula-se nas membranas celulares, depósitos de gordura e lipoproteínas.
A RDA para homens e mulheres adultos é de 10 e 8 mg de a-tocoferol
por dia, respectivamente. As fontes mais ricas de vitamina E nas dietas
dos seres humanos são, margarina, maionese, óleos vegetais,
manteiga e ovos. Por exemplo, 100 g de óleo de girassol contém
o equivalente a 26 mg de a-tocoferol (Sheppard e Pennington, 1992).
A vitamina E se apresenta nos alimentos, geralmente na forma de tocoferol
composto não esterificado, extremamente susceptível à
oxidação e em conseqüência, de decomposição
relativamente fácil mediante aos diferentes métodos de
processamento. As perdas de Vitamina E durante o processo de desaromatização
dos azeites está estimada em cerca de 40% ou mais. Especialmente,
quando o azeite é processado em equipamentos modernos que trabalham
em níveis de pressão e temperatura altos. A fritura também
destrói literalmente o tocoferol. Outros procedimentos, como
a desidratação, o aquecimento, a cocção,
a moagem, o congelamento, etc., exercem uma influência notória
sobre o nível de concentração do tocoferol.
O alfa-tocoferol perde potência quando se encontra exposto ao
ar, calor e/ou à luz. Ao introduzir a Vitamina E em cápsulas
de gelatina finas, em forma de ésteres (acetato ou succinato),
fica solucionado o problema de estabilidade.
A vitamina E impede a oxidação química e em conseqüência,
a modificação tóxica de numerosos constituintes
celulares essenciais. Sendo a principal vitamina antioxidante lipossolúvel
transportada pelo sangue, a vitamina E se encontra localizada principalmente
na membrana celular e nas lipoproteínas do plasma.
A ação principal da vitamina E está na prevenção
da peroxidação lipídica.
O a-tocoferol é capaz de interceptar radicais livres, protegendo
os ácidos graxos insaturados de seu ataque. Porém, uma
vez iniciado o processo de lipoperoxidação, o a-tocoferol
pode impedir sua propagação reagindo com os radicais peroxil.
Em ambas as situações, o a-tocoferol, se transforma no
radical tocoferil, de baixa reatividade. A peroxidação
lipídica poderá desencadear alterações patológicas
no endotélio dos vasos sangüíneos, fator importante
na formação de placas e implicado nas enfermidades cardíacas
em geral. A Vitamina E aumenta a atividade da vitamina A no intestino,
prevenindo sua oxidação. A vitamina E tem uma função
na respiração celular, estabilizando a coenzima Q ou ajudando
a transferir elétrons para a coenzima Q. Também pode aumentar
a síntese do grupo heme, pelo aumento dos níveis das enzimas
ácido a-aminolevulínico (ALA)-sintase e ALA-desidratase.
A vitamina E também protege as células das modificações
tóxicas produzidas pelo ozônio. Inversamente, uma carência
de vitamina E potencializa as lesões induzidas pelo ozônio.
Além das suas propriedades na captação de energia
dos radicais livres, a vitamina E atua em sinergismo com o a-caroteno
impedindo a auto-oxidação.
O a-caroteno e a vitamina E exercem uma ação antioxidante
complementar e estabelecem uma defesa significativa contra o ataque
dos radicais livres e dos metabólitos reativos do oxigênio.
A absorção da vitamina E é incompleta, variando
entre 21% (Blomstrand e Forsgren, 1968) e 74% (Kellecher e Losowsky,
1970). Fatores dietéticos influenciam a emulsificação
e a solubilização em micelas misturadas aos sais de bile
e, também, na captação dos tocoferóis pelo
intestino delgado. Outros processos , como o transporte para dentro
das lipoproteínas estão envolvidas na absorção
da vitamina E (Machlin, 1984, 1991).
Os tocoferóis, como a maioria dos outros antioxidantes lipossolúveis,
são transportados no sangue pelas lipoproteínas então,
a concentração plasmática da vitamina E varia com
os níveis plasmáticos de ?-lipoproteínas, dos lípides
totais ou do retículo endoplasmático e da mitocondria,
enquanto um pouco é encontrado no citoplasma e nos peroxissomas.
A vitamina E não está distribuída de forma uniforme
nas membranas, mas forma grumos nas camadas bilipídicas.
A vitamina E age como antioxidante por varredura de radicais livres
que pode direta ou indiretamente iniciar (O2, O2 . - , OH. , etc.) ou
propagar (radicais lipo-peroxil) a cadeia de oxidação
lipídica.
A vitamina E pode também reagir com o óxido nítrico
(NO). A desativação do oxigênio singlet pelos tocoferóis
inclui o acoplamento físico, onde o oxigênio singlet é
desativado por transferência de energia e varredura química.
Alguns agentes redutores como o ascorbato, a cisteína e a glutationa
podem regenerar a vitamina E dos radicais tocoferoxil e aumentar a eficiência
antioxidante dos tocoferóis. A constante de redução
do radical ?-tocoferoxil pelo ácido ascórbico é
de 1.6 x 106 M -1 sec-1 (Packer e cols., 1979). Esta redução
explica a inibição sinérgica da peroxidação
lipídica pela vitamina E e pela vitamina C. Dá-se o nome
de Vitamina E a vários álcoois de estrutura química
vizinha (a-B, Y e 8-tocoferol) cujo representante mais importante é
o a-tocoferol. Devido às alterações que sua deficiência
pode acarretar nas funções reprodutoras do rato, é
conhecida como vitamina da fertilidade ou vitamina antiesterilidade.
A vitamina E é encontrada principalmente nas plantas verdes e
nos óleos de várias sementes, tais como os de cereais,
algodão, soja, amendoim. O óleo de trigo constituiu a
fonte mais rica dessa vitamina.
Farmacocinética
- Absorção
A vitamina E é absorvida no intestino delgado, assim como as
outras vitaminas lipossolúveis. A absorção é
favorecida pela presença de gorduras e bile. Os fatores que interferem
na absorção das vitaminas A e D afetam também a
absorção da vitamina E.
Quando administrada por via oral, 50 a 80% da vitamina E ingerida são
absorvidos. Esta proporção é a mesma em relação
à absorção da vitamina E contida nos alimentos.
- Distribuição
A vitamina E chega à corrente sanguínea por via linfática.
Está presente no plasma, associada à sua fração
lipídica. Distribui-se por todo o organismo, acumulando-se principalmente
no fígado, músculos esqueléticos, hipófise,
supra-renais, glândulas mamária, pulmões, baço
e nos depósitos gordurosos. Durante a fase da amamentação,
o leite materno constitui o veículo da vitamina E para o lactente.
- Biotransformações
A vitamina E sofre no organismo várias interconversões
oxirredutoras. Os metabólitos urinários são glicuronídios
do ácido tocoferônico e sua Y-lactona.
- Eliminação
A vitamina E é eliminada pela bile, pela urina e pelo leite materno.
A parcela da vitamina E não absorvida no intestino e uma fração
que normalmente acompanhada a bile são eliminadas pelas fezes.
Farmacodinâmica
- Mecanismo de ação
A vitamina E é excelente agente redutor e funciona como poderoso
antioxidante. Possuindo maior avidez pelo oxigênio do que as substâncias
oxidáveis, ela as protege contra a oxidação e as
conservas intactas em suas estruturas.
Admite-se que a atividade antioxidante da vitamina E se processa ao
nível das membranas celulares e das mitocôndrias. A vitamina
participaria, também, sob a forma de coenzima, de várias
reações enzimáticas envolvidas nos processos da
respiração celular.
- Interação com outras drogas
Estudos preliminares sugerem que a vitamina E interfere nos sais de
ferro (agentes oxidantes). Nesses casos, é preciso aumentar as
doses de vitamina E para se obter a mesma resposta hematológica
em crianças com anemia ferropriva.
As necessidades de vitamina E aumentam com a elevação
do suprimento de ácidos graxos poliinsaturados. Todavia, este
fato não requer cuidados muitos especiais, porque os alimentos
que contêm quantidades elevadas desses ácidos, como os
óleos vegetais, gorduras e margarina, são geralmente ricos
em vitamina E.
- Ações e efeitos
Funções
A vitamina E caracteriza-se pela sua atividade fortemente antioxidante,
principalmente em relação aos lipídios. Em função
dessa propriedade, ela atua no organismo com inibidora da oxidação
da vitamina A, dos carotenos (provitamina A) e dos ácidos graxos
poliinsaturados (linoléico, linolênico, araquidônico),
protegendo-os contra a peroxidação.
A peroxidação (auto-oxidação) dá
origem a radicais tóxidos e a pigmentos de coloração
castanha (pigmentos ceróides), observados em todos os tecidos
e que caracterizam a deficiência da vitamina E.
Parece que a itamina E influencia a síntese do heme e da porfirina
e, indiretamente, de várias hemoproteínas.
A resposta hematológica favorável, produzida pela vitamina
E em crianças com anemia macrocítica, permite atribuir
a esta vitamina (associada à vitamina B12 e ao ácido fólico)
importante papel na fabricação de eritrócitos.
- Carência
Os fenômenos decorrentes da deficiência da vitamina E variam
muito de uma espécie para outra. Entre eles destacam-se as seguintes:
atrofia dos músculos estriados e do miocárdio, aumento
da permeabilidade e da fragilidade capilar, aumento dos processos oxidantes
nos tecidos gordurosos e perturbações no sistema reprodutor,
tais como degeneração dos testículos e supressão
da fertilidade.
Não se conhecem, todavia, sinais evidentes de carência
da vitamina E no homem. Os depósitos teciduais constituem fontes
eficientes de vitamina durante períodos prolongados.
- Toxicidade
Toxicidades aguda e crônica
Doses moderadamentes excessivas de vitamina E são praticamente
atóxicas. Sós doses muito elevadas, da ordem de 400 a
800 UI por dia por períodos prolongados, poderão dar origem
a efeitos colaterais: náuseas, fraqueza muscular, fadiga, visão
turva. Com doses excessivamente elevadas - 2.000 a 12.000 UI por dia
e por períodos prolongados foram registrados casos de disfunção
gonadal, creatinúria, perturbações gastrointestinais.
- Contra-indicações e precauções
Pacientes que consomem quantidades excessivas de ácidos graxos
poliinsaturados geralmente requerem suplementação de vitamina
E na mesma precaução deve ser adotada no caso do emprego
de sais de ferro no tratamento de anemia ferropriva.
- Posologia
Vias Oral e intramuscular. Lactentes, 20 a 25 UI por dia. Criança
e adultos 120 a 150 UI diárias.
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